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O
Projeto de Cooperação Técnica - PCT tem o seguinte roteiro:
- Identificação
do Projeto
- Justificativa
- Objetivos
e Resultados
- Plano
de Trabalho
- Cooperação
Externa Solicitada
- Contrapartida
Oferecida
- Anexos
do Plano de Cooperação Técnica
SEÇÃO
1: IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
Esta
Seção é composta dos seguintes itens:
1.1
Título do Projeto
O
título adotado deve traduzir, de forma sintética, o tema central
do projeto proposto.
1.2
Duração Prevista
Indicar
a duração prevista do projeto, em meses.
1.3
Fonte Externa
Indicar,
quando possível, o país ou organismo internacional ao qual se
solicita a cooperação externa.
1.4
Custo Estimado
Indicar
os recursos externos necessários estimados e os recursos de
contrapartida, originários da entidade executora, em US$. Na
contrapartida, deve ser incluído o valor da cooperação de outras
fontes nacionais, caso existam, relativo à implementação do
projeto. Estes valores deverão ser compatíveis com aqueles
indicados na Seção 5 - Cooperação Externa Solicitada e na Seção
6 - Contrapartida Oferecida. Indicar, também, o valor total do
projeto (recursos externos + contrapartida).
1.5
Entidade Proponente
Indicar
o nome, a sigla, o endereço completo, telefone e telefax da
entidade proponente do projeto que se encarregará da execução do
mesmo. Fornecer o nome do seu titular e o cargo correspondente,
assim como o nome do responsável pela elaboração do projeto e o
cargo que ocupa.
1.6
Entidades Co-participantes
Indicar
o nome das entidades que desempenharão papel de supervisão ou
coordenação institucional, bem como daquelas que participarão do
projeto integrando-se às equipes da entidade executora. Indicar
também a sigla de cada instituição e a forma de sua participação.
1.7
Local, Data e Assinatura do Titular
O
titular da entidade proponente deve datar a proposta de projeto e
apor a sua assinatura no documento.
SEÇÃO
2: JUSTIFICATIVA
A
justificativa a ser apresentada deve responder, em termos amplos, à
pergunta: por que executar o projeto? Ao se apresentar as razões,
os argumentos devem ser ordenados segundo os seguintes tópicos:
2.1
Diagnóstico de Situação
O
diagnóstico deve identificar o problema ou os problemas que o
projeto se propõe a solucionar ou minorar, descrever a situação
atual, apresentar dados numéricos que a caracterizem e demonstrar a
relevância de cada problema com relação ao desenvolvimento sócio-econômico
em nível local, regional ou nacional. A apresentação de referências
bibliográficas é recomendada, bem como da síntese de
levantamentos e estudos realizados ou em curso, indicando os
resultados obtidos e comentando-se como a presente proposta viria
prestar contribuição adicional aos mesmos. Caso se julgue
conveniente, devem ser anexados documentos que agreguem informações
relevantes à proposta de projeto.
2.2
Situação Esperada ao Término do Projeto
Neste
item deve ser apresentada uma explanação de qual será a situação
ao término do projeto, supondo-se que o mesmo tenha atingido todos
os resultados a que se propusera. Esta descrição deve ser
objetiva, quantificando, sempre que possível, aspectos que
caracterizem a situação decorrente da execução do projeto. A
situação esperada ao término do projeto deve ser apresentada na
forma de itens sempre que possível.
2.3
Descrição do Projeto
Este
item tem por finalidade apresentar uma descrição sucinta do
trabalho que se propõe implementar, destacando-se as principais
realizações previstas e a estratégia a ser adotada para alcançá-las.
A descrição apresentada deve esclarecer quem serão os beneficiários
dos resultados do projeto, de que forma os seus resultados se
reverterão em benefícios para o seu público-meta e as medidas
previstas para ampliar a disseminação dos seus resultados.
2.4
Quadro Institucional
Neste
item deverá ser indicada a existência de condições locais -
institucionais, de infra-estrutura, financeiras e de recursos
humanos - que possibilitem a implementação do projeto com uma
probabilidade razoável de sucesso. A existência de condições
locais para que a instituição executora possa continuar atuando de
forma autônoma ao término do projeto, também constitui aspecto
importante, a ser abordado e descrito neste item. O papel das
instituições locais envolvidas diretamente com a execução do
projeto, bem como daquelas que participam em nível de coordenação
ou de apoio, deverá ser descrito. Em especial, devem ser destacadas
as políticas e programas de formação de recursos humanos da
instituição executora (diretrizes, áreas prioritárias,
resultados atingidos) e de fixação das equipes técnicas formadas.
SEÇÃO
3: OBJETIVOS E RESULTADOS
Esta
Seção é composta dos seguintes ítens:
3.1
Objetivo de Desenvolvimento
Constitui-se
no objetivo maior do projeto. Com a execução do projeto,
pretende-se contribuir para o alcance do objetivo de desenvolvimento
enunciado sabendo-se, no entanto, que o projeto, por si só, não
tem meios de atingi-lo totalmente. O objetivo de desenvolvimento
almejado, setorial ou multisetorial, está relacionado, na maioria
dos casos, a mudanças estruturais (por exemplo, reduzir os índices
de desnutrição, substituir combustíveis líquidos importados por
fontes energéticas nacionais, melhorar as condições de saneamento
básico de populações de baixa renda, etc.).
3.2
Objetivo Imediato
Constitui-se
no objetivo específico a ser alcançado pelo projeto,
exclusivamente em função das atividades implementadas no seu âmbito.
É recomendável que o projeto tenha somente um ou dois objetivos
imediatos. Cuidado especial deve ser dado ao enunciado do objetivo
imediato do projeto, evitando-se utilizar termos vagos ou ambíguos
como promover, estimular, apoiar, fortalecer, desenvolver, melhorar
e conscientizar.
3.3
Resultados
Os
resultados constituem o que o projeto, por si mesmo, pode produzir
visando a alcançar os seus objetivos específicos. São os produtos
das atividades implementadas. Tomados em conjunto, eles refletem o
grau e a qualidade do cumprimento do plano de trabalho implementado
no âmbito do projeto. A cada resultado está relacionado um
conjunto de atividades específicas; as metas do projeto e os
indicadores de seu alcance são também correlacionados aos
resultados.
SEÇÃO
4: PLANO DE TRABALHO
A
elaboração do Plano de Trabalho do projeto de cooperação técnica
se constitui em definir as atividades que necessitam ser executadas,
com vistas a atingir os resultados almejados, e prever os recursos
(humanos, materiais, tempo) necessários para implementá-las. A
experiência indica que o grau de sucesso na implementação de um
projeto está estreitamente relacionado ao planejamento da execução
das tarefas envolvidas e à previsão dos meios que serão necessários
para executá-las. Dessa forma, a definição realista de
atividades, recursos e prazos é fundamental para o futuro bom
andamento do projeto. Os seguintes itens compõem a Seção 4:
4.1
Plano de Trabalho
Um
dos métodos mais utilizados de planejamento do trabalho a ser
executado e de seu gerenciamento posterior é o do fracionamento do
projeto em conjuntos de atividades. Ao usar esse método a equipe técnica
do projeto é induzida a realizar esforço de previsão das ações
a serem implementadas e dos prazos e custos envolvidos. O produto
desse esforço, consubstanciando um plano de trabalho, se constitui
em um planejamento mais realista do trabalho a ser executado, ao
mesmo tempo em que se dispõe, ao longo da execução do projeto, de
um instrumento de monitoramento e de avaliação de seu andamento.
Para a elaboração do plano de trabalho é necessário identificar
as tarefas a serem executadas que permitirão atingir cada um dos
resultados definidos na Seção 3. Desta forma, para cada resultado
do projeto, obtém-se um conjunto de Atividades a serem
implementadas. O conjunto de Atividades assim definido deve ser
suficiente para atingir os resultados propostos pelo projeto. O
plano de trabalho é apresentado relacionando-se, para cada
resultado, o conjunto correspondente de Atividades.
4.2
Indicadores e Meios de Verificação
Aos
Resultados do projeto, apresentados
na Seção 3, devem ser relacionados Indicadores que permitam aferir
o seu alcance. Os Indicadores selecionados serão
adequados se: a) permitirem a quantificação dos Resultados,
esclarecendo quais são as metas propostas pelo projeto; e b) forem
objetivamente verificáveis, isto é, permitirem que diferentes
observadores cheguem à mesma conclusão. Os Meios de Verificação dos
Indicadores também devem ser especificados.
4.3
Cronograma de Execução
O
Cronograma de Execução do projeto deve indicar os prazos necessários
para a execução das Atividades definidas. Um diagrama de barras
constitui um instrumento útil e de fácil elaboração para
apresentar o cronograma de execução do projeto.
SEÇÃO
5: COOPERAÇÃO EXTERNA SOLICITADA
Esta
Seção tem por finalidade esclarecer a conveniência de se contar
com a cooperação de uma fonte ou instituição em particular, o
tipo de cooperação técnica solicitada (pesquisa conjunta,
fortalecimento institucional, estudo de pré-viabilidade, etc.) e os
mecanismos a serem utilizados (prestação de consultoria,
treinamento, etc.).
5.1
Justificativa para Escolha da Fonte Externa
Devem
ser apresentados elementos que justifiquem a escolha da fonte
externa de cooperação, que podem se referir, por exemplo, a
trabalhos já realizados, a resultados obtidos a nível de sistema
produtivo e à existência de centros de excelência na área em
questão. No caso de cooperação com países em desenvolvimento, é
recomendável que a capacitação técnica brasileira no tema seja
explicitada, bem como identificadas as instituições nacionais que
eventualmente possam contribuir na execução do projeto.
5.2
Peritos para Prestação de Consultoria
Indicar
a necessidade de peritos de longo e de curto prazos e a duração da
missão de cada perito em homens-mês. Indicar, também, o perfil
profissional desejado de cada perito.
5.3
Treinamento
Indicar
a necessidade de treinamento para que os objetivos do projeto sejam
alcançados, especificando o tipo desejado e o valor estimado do
mesmo. No caso de bolsas de estudo, especificar para cada uma: a) nível
do estudo desejado; b) área e especialidade; c) local dos estudos e
entidade escolhida; d) duração do estudo. No caso de seminários e
estágios, especificar para cada um: a) área e assunto do estágio
ou seminário; b) local de sua realização e entidade preferida; c)
duração do estágio ou do seminário. Caso os treinamentos
previstos se dêem no próprio País, especificar o tema dos mesmos,
a duração, o número de participantes e o apoio solicitado.
5.4
Equipamentos
Alguns
países que prestam cooperação técnica prevêem a doação de
equipamentos; caso seja necessário complementar a infra-estrutura
da entidade executora, deverão ser indicados os equipamentos a
serem doados, indispensáveis à realização do projeto. Não é
necessário apresentar particularidades ou detalhes dos
equipamentos, devendo-se indicar somente seu tipo ou características
gerais.
Observação:
é importante considerar que, frequentemente, os projetos não
contemplam todas as modalidades de cooperação anteriormente
indicadas (consultoria, treinamento e doação de equipamentos),
devendo-se solicitar somente aqueles compatíveis com a natureza do
projeto apresentado. Da mesma forma, nem todas as agências de
cooperação prevêem a doação de equipamentos.
5.5
Custo Estimado da Cooperação Solicitada
Para
estimar-se os custos da cooperação solicitada, devem ser
considerados os seguintes valores:
a.
Peritos - o valor mensal a ser considerado é de US$ 10.000 por
perito. Valor este que cobre os gastos com salários, encargos
sociais, passagens internacionais e custos operacionais da fonte de
cooperação.
b. Treinamento - o custo mensal de uma bolsa de estudos a ser
considerado é de US$ 2.000, que inclui taxas de matrícula,
material escolar, passagens aéreas e manutenção do bolsista por
período mínimo de 6 meses. O custo de uma viagem de visitas técnicas
ou de um estágio pelo período de um mês é de US$ 4.000, que
inclui material bibliográfico, passagens aéreas e manutenção do
bolsista.
c. Equipamentos - o valor dos equipamentos solicitados em doação não
deve ser superior a 50% dos custos totais da cooperação
solicitada.
SEÇÃO
6: CONTRAPARTIDA OFERECIDA
Esta
Seção destina-se a relacionar todos os elementos que compõem a
contrapartida oferecida pela instituição executora e que garantirão
o êxito dos trabalhos previstos no âmbito do projeto. Os elementos
a serem considerados são:
6.1
Pessoal
Quantificar
os técnicos de nível superior, técnicos de nível médio e
pessoal administrativo que participarão diretamente da execução
do projeto. No caso dos técnicos de nível superior, anexar os seus
Curricula Vitae segundo o modelo indicado no exemplo do Capítulo 4.
6.2
Treinamento
Indicar
os tipos de treinamento da equipe técnica do projeto ou do público-meta
que serão patrocinados pela instituição executora nacional.
Quando se tratar de bolsas de estudo, especificar para cada uma:
a.
nível do estudo a ser realizado;
b. área e especialidade;
c. local dos estudos e entidade patrocinadora.
No
caso de seminários e estágios, especificar para cada um:
a.
assunto do treinamento;
b. local de sua realização;
c. duração do treinamento.
6.3
Material Permanente
Relacionar
os equipamentos já existentes e aqueles a serem adquiridos pela
instituição executora, com recursos próprios ou com apoio de
entidades nacionais, que serão utilizados na realização do
projeto. Relacionar, também, outros itens de despesa que se
enquadrem na rubrica Material Permanente, como veículos, máquinas
de escritório, etc., a serem utilizados na execução do projeto.
6.4
Obras e Instalações
Caso
a realização de despesas em infra-estrutura esteja prevista no
projeto, as obras correspondentes a serem realizadas com recursos próprios
devem ser indicadas neste item. Para caracterizá-las, deverão ser
fornecidos elementos que permitam formar uma idéia precisa das
obras e instalações previstas, sem entrar, no entanto, em detalhes
e particularidades. Neste sentido, deverão ser descritas somente as
características gerais das obras, por exemplo: a área da construção
ou a extensão da via de acesso. A infra-estrutura já existente que
será colocada à disposição do projeto deve ser apresentada de
forma abrangente, relacionando laboratórios, plantas-piloto, escritórios
e salas. A instalação adequada dos peritos no seu local de
trabalho deve ser indicada neste item.
6.5
Diversos
Outros
elementos que constituem uma contrapartida efetiva à realização
do projeto deverão ser indicados neste item. Podem ser relativos à
aquisição de material de consumo; contratação de serviços de
terceiros; assistência médico-hospitalar aos peritos, moradia para
os peritos e suas famílias, bem como à locomoção e ajudas de
custo para viagens internas dos peritos por motivo de serviço.
6.6
Custo Estimado da Contrapartida Oferecida
Indicar
os custos previstos, nos quais a instituição executora incorrerá
ao longo do período de execução do projeto, para cada uma das
rubricas.
6.7
Demonstrativo das Contribuições Financeiras
Neste
item devem ser apresentados os valores correspondentes à cooperação
solicitada e à contrapartida oferecida, por elemento de despesa. A
contrapartida oferecida deve ser, no mínimo, igual ao valor da
cooperação solicitada.
ANEXOS
AO PCT
Em
anexo ao documento de projeto, devem ser encaminhadas as seguintes
informações:
Credenciais
Técnicas da Instituição Executora
- a apresentação das credenciais técnicas tem como objetivo
caracterizar a instituição executora em termos institucional, técnico
e financeiro. Neste sentido, as seguintes informações são
solicitadas:
- natureza
jurídica e vinculação institucional; quadro de pessoal
(detalhado para nível superior);
- áreas
de atuação da instituição;
- área
física ocupada pelas suas instalações;
- serviços
ofertados;
- orçamento
anual;
- principais
clientes;
- eventuais
publicações técnicas da instituição.
Curricula
Vitae da Equipe Técnica do Projeto
- os dados que devem constar dos Curricula Vitae resumidos dos técnicos
de nível superior do projeto são:
- nome
do técnico;
- nacionalidade,
naturalidade e data do nascimento;
- curso
de graduação superior;
- eventuais
cursos de pós-graduação realizados;
- principais
trabalhos realizados ou resumo de sua experiência profissional
.
Fonte:
www.abc.mre.gov.br
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