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SÃO PAULO ( 28/04/2003) - O ministro do Trabalho e Emprego, Jaques Wagner, participou hoje, na capital paulista, da inauguração do Memorial ao Dia Internacional às Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho, na Fundacentro - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho. Para Wagner, reduzir acidentes de trabalho é uma das metas prioritárias do governo. "Quero que se reduza ao máximo o número de acidentes de trabalho. Até mesmo por motivos pessoais", disse referindo-se ao acidente de trabalho do qual foi vítima em 1976, quando trabalhava na manutenção de uma indústria petroquímica de chapas acrílicas no Centro Industrial de Aratu (BA) e teve o nariz queimado por ácido.
"O presidente da República também é um acidentado do trabalho. Eu mesmo, embora não pareça, sofri grave acidente. Só não aparento porque passei por diversas cirurgias plásticas", relembrou o ministro. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teve o dedo decepado em acidente de trabalho.
Segundo números da Organização Internacional do Trabalho – OIT, o Brasil gasta R$ 26 bilhões por ano no tratamento e indenização das vítimas de acidente de trabalho. Medidas de combate ao acidente de trabalho e as punições e multas aplicadas às empresas reduziram o volume desses incidentes, fazendo com que o número de acidentes caisse de 414.341 em 1998 para 339.645 em 2001. Os números da OIT também revelam que o número de mortes resultantes dos acidentes também diminuíram de 3.793 para 2.557 no mesmo período.