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No primeiro semestre deste ano, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) do Pará fiscalizou 5.553 empresas, situadas em 34 municípios paraenses. Foram recebidas 1.720 denúncias e lavrados 1.707 autos de infração. Ao todo, 11.825 trabalhadores tiveram a Carteira de Trabalho assinada por força da fiscalização, dentre os mais de 308 mil trabalhadores atingidos pela atuação da DRT.
Nas operações de fiscalização, mais de R$ 5 milhões foram recolhidos em Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e mais R$ 6 milhões ficaram de ser pagos pelas empresas após notificadas pela delegacia. Quanto à contribuição social, as fiscalizações possibilitaram o recolhimento de R$ 360 mil e a notificação para pagamento de mais R$ 378 mil.
As denúncias de trabalho degradante se direcionaram as madeireiras, fazendas de pecuária e extração florestais, situadas em várias localidades, entre elas, Uruará, Rondon do Pará, Paragominas e Tomé-Açu. Dos 97 trabalhadores escravos descobertos, quase todos, 84, foram resgatados pelos fiscais porque as condições em que viviam eram extremamente precárias.
Nos casos em que houve resgate, os trabalhadores eram mantidos em condições subumanas: tinham moradia inadequada, não recebiam salário ou então o pagamento era atrasado, bebiam a mesma água do gado e tinham más condições de alimentação. Numa das fazendas fiscalizadas, os trabalhadores só comiam carne quando morria um boi.
ATIVIDADES ECONÔMICAS FISCALIZADAS: MADEIREIRA, PECUÁRIA, EXTRAÇÃO FLORESTAL.