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País gera 1,8 milhão de empregos em 2005
Dados da Rais, divulgados pelo ministro Marinho, apontam para expansão
do mercado formal de trabalho. Destaque é o setor de serviços. Aumento real
do salário foi de 2,14%
Brasília, 27/09/2006 – A Relação Anual de Informações Sociais – RAIS/2005 apontou um crescimento de 1,83 milhão de empregos no ano passado, representando aumento de 5,83% em relação ao estoque de 2004. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (27/9), pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
O estoque total de empregos, de acordo com a RAIS/2005, chegou a 33,2 milhões, contra 31,4 milhões em 2004. As informações foram enviadas por 2,72 milhões de estabelecimentos. Os setores que mais contribuíram para a geração de postos de trabalho formal foram os de Serviços (609,5 mil), Administração Pública (444,1 mil), Comércio (417,9 mil) e Indústria da Transformação (206,6 mil).
Para o ministro, o crescimento do número de postos de trabalho se deve ao crescimento sustentável da economia. “O aumento do consumo, da exportação e outros fatores possibilitam maior geração de empregos. É isso o que tem ocorrido no país e nossa expectativa é a de que, com a criação de condições favoráveis, haja mais oportunidade para mais gente no mercado formal”, disse Marinho.
Ele mostrou que, de 2003 a 2006, o país gerou 7,6 milhões de empregos, segundo dados da Pnad 2003 a 2005 e do Caged, no acumulado de janeiro a agosto de 2006. Desse total, 5,7 milhões foram empregos formais. “E, de acordo com a Pnad, no período de 1995 a 2005 o percentual de ocupados no país passou de 37% para 40%. Houve também aumento da cobertura previdenciária, que saltou de 43% para 47%. Isso significa que estamos melhorando o perfil do mercado de trabalho”, argumentou Marinho.
A RAIS reúne dados de assalariados celetistas (com carteira assinada) e estatutários de todo o país, tabulados a partir de informações repassadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por empresas e pela administração pública.
De acordo com a RAIS, o Estado de São Paulo concentra 9,76 milhões dos empregos, com crescimento absoluto de 487,6 mil novos postos (5,26%) com relação a 2004. Ainda em termos absolutos, Minas Gerais (259,8 mil) e Rio de Janeiro (131,6 mil) vêm em seguida.
Roraima, que em 2004 havia apresentado queda de 16,05% por causa da ausência de declaração do setor Administração Pública, em 2005 teve um aumento relativo de 45,02%. Além desse estado, Amazonas (11,31%), Espírito Santo (10,57%), Bahia (9,51), Sergipe (8,49%), e Goiás (8,26%) foram destaque.
Caged – Os dados da Rais confirmam a geração de empregos apresentada pelo Caged para o período. O emprego formal celetista cresceu 5,97%, equivalente à geração de 1,47 milhão de postos de trabalho. O Caged apontou uma geração de 1,25 milhão de postos de trabalho com carteira em 2005.
Com relação à escolaridade do trabalhador, houve queda da demanda para quem não tem o ensino fundamental completo, principalmente para os que são analfabetos: -7,29%. Quanto a gênero, os homens analfabetos perderam mais espaço: -7,41%.
Os dados assinalam que houve aumento na faixa de assalariados a partir do ensino fundamental completo, particularmente no ensino médio (12,27%), superior completo (9,63%) e superior incompleto (9,29%) para ambos os sexos.
Com relação à faixa etária dos trabalhadores, foi
verificado aumento em todas as categorias, porém o percentual mais expressivo
ocorreu na faixa de 50 a 64 anos (9,76%), seguido da faixa acima dos 65 anos
(8,17%).
Remuneração – Os trabalhadores assalariados também
tiveram aumento no salário médio real. A Rais mostra uma heterogeneidade
da remuneração média entre as unidades da federação.
Houve elevação de 13,78% em Roraima e de 10,52% em Sergipe; já
nos estados do Amapá (-1,57%) e no Mato Grosso (-0,93%) ocorreu queda.
A menor remuneração média no país foi encontrada
na Paraíba (R$ 760,92) e a maior no Distrito Federal (R$ 2.285,34). A
remuneração média nacional ficou em R$ 1.135,85 –
isso significa um aumento de 2,14% em comparação à de 2004
(R$ 1.112,06).
Segundo o gênero, o rendimento médio da mulher equivalia em 2005 a 82,1% do recebido pelo homem, enquanto que em 2004 representava 81,2%. Porém, a remuneração média feminina continua inferior à masculina em todos os níveis de escolaridade, sendo a maior diferença verificada no grau de instrução superior completo (56,94%) e a menor entre os analfabetos (81,86%).
Mais informações sobre a RAIS no site www.mte.gov.br
Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6540/6962 - acs@mte.gov.br