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Alunos do Consórcio de Fortaleza montam cooperativa de surf

A Leste-Oeste Surf Board produz dez pranchas por mês e fatura cerca de R$ 5 mil. Está nos planos dos jovens a expansão dos negócios para todo o país

Brasília, 29/08/2006 - Vinte e cinco jovens que se formaram nas duas primeiras edições do Consórcio Social da Juventude de Fortaleza (CE) criaram uma cooperativa ligada ao segmento do surf. A CooperSurf fica no bairro do Pirambu e está em operação há cerca de um ano.

Os jovens produzem pranchas com a marca “Leste-Oeste Surf Board” e a expectativa é a de estender este ano o negócio para toda a linha de produtos ligada ao surf, como acessórios, roupas e a realização de eventos. Até o final de setembro, mais 20 alunos da terceira etapa do consórcio farão parte do negócio, sendo dez como instrutores e dez na linha de produção.

A cooperativa produz em torno de dez pranchas por mês e a média mensal de faturamento chega a R$ 5 mil. Parte do dinheiro vai para o pagamento da produção dos jovens, custos administrativos, reposição de matéria-prima e fundo de reserva. Cada jovem tem uma retirada de acordo com a produção na fábrica e grau de experiência, o que pode variar de R$ 150 a R$ 300 por mês.

Durante a montagem da cooperativa, eles receberam, por um período de três meses, uma bolsa-auxílio de R$ 150.

Mercado interno - Além de atender o mercado local de Fortaleza, a CooperSurf pretende expandir o negócio para todo o Ceará e, posteriormente, todo o país. Para este ano, a cooperativa está negociando uma venda de 60 pranchas para a Prefeitura de Fortaleza. No ano passado, foram vendidas 20 pranchas para o governo do Ceará e dez para a prefeitura, que foram doadas para escolinhas de surf.

Para colocar o projeto em prática, a cooperativa contou com a parceria do Ateliê da Juventude, Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) e do Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa (CDVHS), entre outros.

A Fundação Banco do Brasil financiou em R$ 60 mil a montagem do pequeno negócio. Os recursos obtidos foram direcionados para compra de equipamentos e matéria-prima, pagamento da bolsa dos jovens e remuneração da administração, capacitação em empreendedorismo, planejamento estratégico, elaboração de documentos e material de divulgação da cooperativa.

Qualificação - As aulas da terceira edição do Consórcio Social da Juventude de Fortaleza foram iniciadas em abril para mais 2.100 jovens de baixa renda, com idade entre 16 e 24 anos da região metropolitana. A expectativa é a de que pelo menos 630 alunos saiam do curso diretamente para o mercado de trabalho.

O número de qualificados nas edições anteriores totalizou 3.004 jovens, sendo que a meta de inserção superou os 30%.

O Centro de Defesa da Vida Herbert de Sousa (CDVHS) é a entidade coordenadora do consórcio. Mais de 20 entidades ministram as oficinas-escolas em cursos profissionalizantes de turismo, administração, vendas, áudio e vídeo, comércio, computação gráfica, construção e reparos e madeiras e móveis.

O Consórcio Social da Juventude é uma ação do Programa Nacional de Estimulo ao Primeiro Emprego (PNPE), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), para qualificar jovens em situação de vulnerabilidade pessoal e risco social, e oferecer a eles a primeira oportunidade de emprego.

De 2003 até agora, foram qualificados 62.992 jovens em 46 consórcios – 21 nas capitais e 11 em cidades do interior ou região metropolitana - sendo que muitos deles estão na segunda ou terceira edição. 

Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6203/3317-6540 – acs@mte.gov.br