Bem-vindo ao nosso menu para Leitores de Tela.
O tema Institucional está dividido em:
O tema Conselhos está dividido em:
O tema Emprego e Renda está dividido em:
O tema Inspeção do Trabalho está dividido em:
O tema Economia Solidária está dividido em:
O tema Relações de Trabalho está dividido em:
O tema Internacional está dividido em:
O tema Dados e Estatísticas está dividido em:
O tema Imprensa está dividido em:
Este menu foi desenvolvido baseado no leitor de tela WEBVOX, versão 4. Esperamos que a sua utilização atenda às necessidades dos usuários de leitores de tela em geral. Estamos abertos a sugestões para melhoria deste serviço. Para enviar a sua sugestão ou dúvida, clique aqui.
A seguir, confira o conteúdo linear desta página, ou clique aqui para retornar ao Menu.
Empreendimentos Econômicos Solidários mostram sua força no mercado
Dos doces em calda a vagões de trem e navios, os empreendimentos se agrupam em redes de produção e ganham mercado também no exterior
Brasília, 28/08/2006 – O que se produz hoje no segmento econômico solidário derruba o conceito difundido ao longo do tempo de que a Economia Solidária não passa de produto artesanal, pequeno, feito para poucos, por poucos e para subsistência familiar. Na economia solidária se fabrica, hoje, de base de vagão de trem e navios a doces em calda e paninhos de prato.
Com a modalidade econômica se tornando cada vez mais uma alternativa atraente de geração de renda, a produção artesanal de doces, por exemplo, responde apenas por 5% do mercado econômico solidário. Atualmente, são mais de 1,25 milhão de pessoas que vivem da produção solidária, entre cooperativas, associações e iniciativas autogestionárias.
O que antes era pequeno, vem se juntando e ganhando força, como demonstram os dados do Sistema de Informações
Para classificar bem essa mudança, dos cerca de 15 mil empreendimentos catalogados no Mapa da Economia Solidária, produzido pela Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas 825 produzem exclusivamente para consumo próprio dos associados, ou seja, 5% do total.
Algodão - Uma iniciativa de trabalhadores do setor têxtil exemplifica bem o funcionamento dessas cadeias produtivas. Conhecida como cadeia do algodão agroecológico, ela reúne os produtores da Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá (Adec), do Ceará, que organiza a produção do algodão orgânico, e os trabalhadores da Cooperativa Nova Esperança - Cones, no município de Nova Odessa e da TêxtilCooper, de Santo André, em São Paulo, que produzem o fio de algodão e o transformam em tecido.
O ciclo é completado pelos cooperados do Rio Grande do Sul, do Paraná e de Santa Catarina, organizados na Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos (Univens), que produzem as roupas, e a Cooperativa Assai, da Região Amazônica, que faz o tingimento e o adorno das peças da grife Justa Trama.
Vinhos - Outro setor que tem rendido bons frutos é o das cooperativas vinícolas. São produtores solidários do Sul do país, que produzem vinho da uva, e do Norte, que fabricam o vinho de açaí. No Piauí, produz-se o vinho de caju e a cajuína. No Rio de Janeiro, o vinho de jabuticaba.
Essas cooperativas têm faturamento mensal de mais de R$ 828 mil. Os destaques são a Cooperativa Vinícola Linha Jacinto, de Farroupilhas (RS), com 480 mil litros/mês, a Cooperativa Agropecuária Santa Ana Ltda, de Antônio Prado (RS), com 75 mil litros/mês, a Associação de Produtores de Vinho da Terra da Longevidade, de Veranópolis (RS), com 29 mil litros/mês, e a Cooperativa Familiar Agroindustrial Sul-Catarinense, de Uruçanga (SC), com 30 mil litros/mês.
O setor de mineração também surpreende pelos números. São 39 cooperativas solidárias, que comercializam areia, argila, brita, calcário, pedras preciosas, ouro e carvão mineral, com faturamento mensal de R$ 1,9 milhão.
Empresas recuperadas – É na autogestão de empresas recuperadas por trabalhadores, porém, que a economia solidária mostra que é bem mais poderosa do que muitos supõem.
A Cooperminas surgiu após a crise que culminou no fechamento da Companhia Brasileira Carbonífera de Araranguá (CBCA). Hoje, após várias dificuldades para funcionamento, ela ajuda a outras iniciativas autogestionárias e dá prioridade a outras empresas de economia solidária quando necessita comprar insumos.
A Uniforja, em Diadema (SP), que atua no setor de metalurgia, engloba quatro cooperativas remanescentes da Conforja, que, em 1970, era a maior forjaria da América Latina. A Uniforja integra a Rede Nacional de Cooperação Industrial (Consórcio Renaci), que ocupa 1.350 trabalhores e é composta ainda pela Cooperativa Mineira de Equipamentos Ferroviários (Coomefer), Cooperativa dos Trabalhadores Metalúrgicos de Canoas (CTMC), Cooperativa dos Trabalhadores em Metalurgia de Guaíba (Geralcoop), Cooperativa dos Metalúrgicos de Criciúma (Coopermetal) e o Consórcio Ecomineral, de soluções ecológicas para o setor.
Com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), os empregados adquiriram a massa falida da Uniforja, que hoje conta com mais de 500 trabalhadores, dos quais 273 sócios e 233 assalariados. A Uniforja agrega outras quatro cooperativas que funcionam no mesmo espaço: a Coopertratt (tratamento térmico), Cooperlafe (laminados), Cooperfor (forjados) e Coopercon (conexões e tubos).
No Brasil, a Uniforja detém 60% do mercado no seu segmento de produção e exporta para os Estados Unidos, Venezuela, Uruguai, Argentina e Chile.
As empresas da Renaci fabricam vagões e truques ferroviários, equipamentos industriais, navios, torres eólicas, fornos, fogões, aquecedores e peças em ferro, aço e ligas especiais.
Açúcar – Em Pernambuco, o açúcar Harmonia, fabricado pela Usina Catende, é outro exemplo da economia solidária fortalecida como alternativa econômica no Brasil. O Harmonia é distribuído para todo o país pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que adquire cerca de 90% da sua produção mensal.
Assessoria de Imprensa do MTE
(61) 3317-6537/3317-6540 – acs@mte.gov.br